A Fé Que Move Montanhas (parte 2)

A Fé Que Move Montanhas (parte 2)

Por Markus DaSilva, Th.D.

Faz 16 anos que o Senhor chamou a mim e a minha esposa ao caminho da obediência e santidade. Já éramos cristãos por muitos anos, mas como a maioria dos irmãos na igreja, mantínhamos um relacionamento com Deus apenas formal, distante, sem intimidade. Vivíamos em um estado de mornidão, nem frios nem quentes, parte com Jesus e parte com o mundo (Apo 3:16), quando em uma tarde, voltando para casa da igreja, sentimos como se o Espírito Santo nos dissesse: “Basta! A partir de hoje estarei lhes separando para Mim” (1Jo 2:27). E naquele mesmo dia, o processo de santificação iniciou-se. Em tempo oportuno, se for do agrado de Cristo, lhes darei mais detalhes, mas nesse texto quero apenas relatar um fato que ocorreu depois que começamos a obedecer ao Senhor em tudo. Obediência não baseado no que se vê, não baseado no raciocínio humano, mas tão somente pela fé nas promessas do Senhor.

“Estava eu sendo uma pessoa irresponsável? Será que era realmente Deus que havia nos colocado em uma situação tão diferente dos outros na igreja; numa situação tão humilhante?”

Passados alguns anos do evento acima mencionado, nossa economia estava muito reduzida, pois apenas minha esposa recebia um salário regular, trabalhando em uma igreja presbiteriana. Eu estudava e era pastor em uma pequena igreja batista americana, recebendo uma ajuda de custo que não chegava a meio salário mínimo. A tarefa principal que o Senhor me deu durante esse período era servi-lo em humildade, cuidando dia e noite, sem renumeração, de uma irmã da igreja; uma serva de Deus, viúva idosa que não tinha nenhum parente que a pudesse ajudar (Tg 1:27). Fazíamos tudo isso pela fé, isolados de familiares e amigos. Esses foram anos difíceis; anos de aflições e provações.

Como todo o chefe de família, me preocupava por não possuir uma renda adequada. Estava eu sendo uma pessoa irresponsável? Será que era realmente Deus que havia nos colocado em uma situação tão diferente dos outros na igreja; numa situação tão humilhante? O inimigo nos atacava continuamente com dúvidas e acusações (Apo 12:10). Mas o Senhor ouviu nossas orações e nos enviou um alívio temporário. Ainda não foi o fim desse período de provação que durou sete anos, mas o Senhor, na sua misericórdia, honrou a nossa fé e nos trouxe um refrigério (Heb 11:6). Recebi um telefonema de um estranho que queria comprar de mim algo que, segundo o meu entendimento, eu não mais possuía. Desliguei o telefone imaginando se tratar de algum golpe. Ele ligou de novo, insistindo na compra. Sentindo que Deus poderia estar por traz disso, respondi que iria averiguar e que ele ligasse para mim dentro de alguns dias. Qual foi a minha surpresa quando confirmei que miraculosamente eu era realmente dono do que ele queria. Resumindo, dentro de duas semanas nossa economia foi abundantemente multiplicada. Até então, nunca tivemos aquele valor na nossa conta bancária. O Senhor fez jorrar água da rocha; gerou frutos em uma arvore seca.

Queridos, o que eu gostaria de passar para vocês com esse testemunho é que a fé, quando acompanhada da obediência, nunca falha (Num 23:19). Na jornada rumo à morada celestial enfrentaremos obstáculos, tanto reais como imaginários; são as montanhas que o Senhor coloca no nosso caminho para nos testar e fortalecer (Rom 5:3-5). Minha esposa e eu poderíamos ter recusado a missão que nos foi dada; poderíamos racionalizar e ter escolhido o nosso próprio caminho, mas, se o tivéssemos feito, não teríamos a fé e a confiança no Senhor que temos hoje. Nos dias de aflições e provações, confie em Jesus. Obedeça-O a qualquer custo e veja a sua fé crescer e as montanhas moverem. Espero te ver no céu.