A Verdade Absoluta (Parte 1)

A Verdade Absoluta (Parte 1) Por Markus DaSilva

Por Markus DaSilva, Th.D.

Existe uma verdade absoluta. Por absoluta entendemos a verdade única, suprema, sem variação. O ser humano não possui a verdade absoluta porque está sujeito a parcialidade e influências. Para o homem, o que é verdade hoje pode não ser amanhã (basta observar os políticos para confirmar o que digo). Quando Jesus disse: “Eu sou a verdade!” (João 14:6). Ele disse algo extraordinário; uma afirmação que nenhuma outra pessoa pode fazer: a de ser a própria verdade, a verdade encarnada, a verdade absoluta. Sempre ouvimos alguém insistir que fala a verdade, ou que conhece a verdade, mas nunca um indivíduo disse que é a verdade em si.

“Queridos, entendam, se fosse possível ajustar a verdade de Deus para que se encaixe à nossa situação ela seria variável, relativa, e não absoluta.”

Qual é a importância de tudo isso? Muita. Nesses últimos dias, muitos nas igrejas pensam que obedecer a palavra de Jesus é algo pessoal e relativo. Eles gostam de enfatizar que a salvação é individual. Cada um imagina um relacionamento com Deus personalizado, com opções, à-la-carte; um tratamento preferencial onde a verdade do Senhor se molda a cada situação.

Quando um cristão em pecado se defende dizendo: “Deus conhece o coração!” Ele espera que exista dentro de si certas informações chaves, secretas, que fará com que Deus, ao ter acesso, o considere aprovado; mesmo que a verdade já revelada condene a sua conduta. Em suma, ele se ilude com a noção de que existe uma explicação, uma justificativa plausível para viver em pecado que só Deus conhece.

Queridos, entendam, se fosse possível ajustar a verdade de Deus para que se encaixe à nossa situação ela seria variável, relativa, e não absoluta. Aqui, um exemplo. O Senhor disse várias vezes, em vários lugares, que apenas os santos, os separados, entrarão no céu (Hb 12:14); que se não morrermos para esse mundo não temos parte com Ele (Lc 9:24); que devemos ser santos como Ele o é (1Pd 1:16). Essas declarações, tal como feitas, são imutáveis, quer gostemos ou não; nenhuma virgula ou til será retirado dessas verdades.

O fato de Deus conhecer o coração do cristão rebelde, não arrependido, não santificado, não resulta em perdão. Muito pelo contrário. A onisciência do Senhor somente exalta a sua retidão; apenas confirma a perfeição da sua justiça ao condenar o pecador.

Mas alguém dirá: “Você esqueceu da graça?” Não, não esqueci. Ai de nós se não fosse a graça. Mas responda-me: crê você que todos na igreja alcançaram a graça? Existe graça para o pecador obstinado? Por acaso houve graça para Ananias e Safira quando rejeitaram a verdade e preferiram o erro? Sabemos que não. Mas houve sim, para a adúltera, uma mulher sem igreja; mas graça seguida de um forte aviso: “Vá e abandone sua vida de pecado!” (João 8:11).

Queridos, vocês são preciosos aos olhos do Pai. A verdade não foi revelada para condenar, mas sim para dar vida. Para que isso aconteça, porém, vocês precisam aceitá-la e obedecê-la tal qual ela é, sem procurar adaptá-la às necessidades e fraquezas da carne. Se vocês realmente nasceram de novo e querem ganhar a sua moradia com o Senhor, abandonem as velhas paixões mundanas, e “vistam-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Ef 4:24). Espero te ver no céu. —Markus DaSilva