(Parte 1) O Sentido da Vida – O Objetivo Último.

Estudo Bíblico: O Sentido da Vida - O Objetivo Último - Markus DaSilva

Por Markus DaSilva, Th.D.

Pergunte a uma pessoa comum qual é o sentido da vida para ela e provavelmente você terá que reformular a pergunta várias vezes, e cada vez será forçado a simplificar e dar algumas dicas, até que a pessoa responda algo. A pergunta não é complicada, e nem deveria ser a resposta. O motivo da dificuldade em responder está no despreparo das pessoas. A dura realidade é que praticamente todo o ser humano enfrenta o seu dia a dia, entra ano e sai ano, sem nunca parar para pensar qual é o propósito final de tudo aquilo que faz.

Estudo Bíblico Nº 1 – O Objetivo Último.

Note que disse propósito final. Isto porque é somente quando olhamos a vida a longo prazo, quando consideramos além dos alvos imediatos, que podemos fazer um levantamento quanto à razão de todas as nossas decisões e lutas. Só olhando a nossa vida como um todo que conheceremos o nosso propósito final, também conhecido como: objetivo último.

“Dizer que cada um dá o seu próprio sentido na vida pode soar lindo em uma música ou um poema, mas é totalmente ilógico.”

Dizemos “objetivo último” porque os demais objetivos da vida, como estudar, trabalhar, casar, ter filhos, aposentar… todos eles possuem um caráter passageiro, por mais essenciais que sejam. Todos eles se enquadram dentro das fases da vida, e são importantes, mas nenhum deles explica a razão da existência de alguém, ou o que ele espera obter quando o seu tempo neste mundo esgotar.

Em outras palavras, a pessoa não pode dizer que o seu objetivo último na vida é estudar e ter uma boa profissão; ou casar bem e ter filhos bons e saudáveis; ou mesmo economizar para assim ter uma boa aposentadoria. Consideraríamos muito estranho alguém nos dizer que a razão que ele existe é para cumprir essas metas. É estranho porque no nosso íntimo sabemos que somos seres com um certo valor e sentimos que esses alvos são pequenos demais para justificar a nossa existência. Tem que existir um objetivo superior a tudo isso. O objetivo último de alguém; o porque ele faz o que faz; esse é o seu sentido da vida.

A maioria dos seres humanos vive sem se importar com o sentido da vida. Eles seguem mudando de um alvo imediato para outro, se adaptando a cada situação que a vida lhes apresenta, envelhecendo e seguindo de fase em fase. A vida deles é sem sentido, embora ninguém admitiria essa verdade de imediato, mas se forem forçados a meditar sobre quem eles são, como vivem, e o que esperam obter no final da vida, eles se verão em uma posição difícil de explicar.

Um ponto muito importante que devo ressaltar é que não somos nós que determinamos o sentido da vida e sim Deus; da mesma forma que é o arquiteto que determina a configuração de uma construção e não o mestre de obras. Dizer que cada um dá o seu próprio sentido na vida pode soar lindo em uma música ou um poema, mas é totalmente ilógico. A falácia deste argumento está no fato de que a vida no mundo atual consiste de três pontos chaves: começo, meio e fim. Enquanto realmente o indivíduo possui um certo controle do meio, ele está totalmente desligado do começo e do fim. Ou seja, ninguém nasce da própria escolha e nem vive sabendo quando e como morrerá. Este conhecimento pertence a uma força superior e fora do domínio do homem: Deus (Pv 19:21; Jr 10:23).

Concluímos então que a coisa mais sábia que a criatura racional pode e deve fazer é procurar saber o porquê da sua existência, qual é o seu sentido da vida, para que assim possa tomar as medidas adequadas a esse respeito (Sl 25:4-5). Seria o equivalente ao mestre de obras não ignorar as instruções do arquiteto, mas ler e seguir a planta com muita atenção para que a construção já terminada saia de acordo com a intenção daquele que cuidadosamente elaborou todo o projeto. Na conhecida parábola do construtor, Jesus comparou o homem que resolveu ignorar as suas palavras com o construtor que não teve o bom senso de construir a sua casa em uma base sólida e resolveu edificá-la sobre areia: “E desceu a chuva, vieram as inundações, sopraram os ventos, e bateram contra aquela casa, e ela caiu, e grande foi a sua queda” (Mt 7:27).

Nesta série, responderemos, com a ajuda do nosso Criador, as três perguntas mais importantes da vida: de onde viemos, porque existimos e para onde vamos. As respostas a essas perguntas devem ser o fator determinante nas decisões que tomamos na vida. Caso as nossas decisões, ou o nosso estilo de vida, não se harmonize com as respostas às perguntas, saberemos então que algo deve ser feito, e urgente, se não queremos nos surpreender no final, ao obtermos um resultado diferente do nosso objetivo último.

O objetivo último do indivíduo que se diz cristão deve ser a vida eterna, obviamente (Jo 3:15). Sim, a Bíblia também nos promete bênçãos e proteção divina durante os poucos anos que aqui vivemos, mas o foco de todas as Escrituras Sagradas, e de uma forma bem específica o foco dos quatro evangelhos, é a vida eterna. Isso foi o que o apóstolo João nos disse quando explicou o porquê nos escreveu sobre os feitos de Jesus: “foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20:31). Essa é a vida perfeita com o Pai, livre de todo o sofrimento (Ap 21:4), que nunca terminará, pois, o último dos inimigos, a morte, será permanentemente destruído (1Co 15:26). Que o Senhor nos ilumine ao embarcarmos em mais uma série voltada para o conhecimento da verdade que liberta (Jo 8:32). Verdade que nos levará à morada com o Pai. Espero te ver no céu.

Nesta Série de Estudos Bíblicos:

  • Estudo Nº 1 – O Objetivo Último.
  • Estudo Nº 2 – De Onde Viemos?
  • Estudo Nº 3 – Por Que Existimos?
  • Estudo Nº 4 – Para Onde Vamos?
  • Estudo Nº 5 – De Olho no Alvo.