🔊 (Parte 5) O Sentido da Vida – De Olho No Alvo. [Com Áudio]

Estudo Bíblico - (Parte 5) O Sentido da Vida - De Olho No Alvo - Markus DaSilva

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Concluindo esta pequena série, falaremos de qual deve ser a atitude do ser humano depois que ele entendeu qual é o sentido da sua vida. Sim, porque simplesmente saber o que nos espera no final da nossa existência aqui neste planeta não basta, pois, a vida eterna não será dada simplesmente porque ouvimos, mas sim porque praticamos as instruções dadas por Deus na sua Palavra revelada nas Escrituras. Isso foi o que o apóstolo Tiago quis dizer quando escreveu: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22). Estamos enganando a nós mesmos quando achamos que as palavras de Jesus podem ser aplicadas de acordo com a nossa conveniência. Nos enganamos quando achamos, como muitos acham, que podemos obedecer em algumas áreas, mas ser mais flexíveis em outras.

Estudo Bíblico Nº 5 — De Olho No Alvo.

Por que nós, que vivemos no século 21, temos que obedecer às palavras de alguém que viveu há mais de dois mil anos atrás? Não, não temos que fazê-lo. Aliás, a maioria das pessoas, tanto fora quanto dentro das igrejas, não o faz. Agora, se não queremos morrer (a morte eterna), então a única opção que nos resta é obedecê-lo fielmente. A vida eterna é a grande motivação que temos para obedecer ao Filho de Deus que viveu há mais de dois mil anos atrás. Este foi o motivo que os seus discípulos abandonaram tudo o que tinham, morreram para o mundo, e seguiam com Ele para onde quer que fosse. A vida eterna justificava tudo. Isso foi o que Pedro quis dizer quando disse: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6:68). Para quem iremos? Ou seja, não existe nenhuma alternativa para obtermos a vida eterna à parte da obediência às palavras de Jesus.

“Nenhum objetivo, nenhum sonho, nenhum alvo que o ser humano possa criar na sua mente nem de longe deve se comparar com o alvo de obter a vida eterna.”

O sentido da vida está em nunca passar pela morte eterna. Sim, um dia o nosso coração baterá pela última vez e o sangue deixará de circular. Para quem estiver do nosso lado, morremos, mas para nós que aceitamos e obedecemos à Jesus simplesmente passamos de uma vida inferior para a uma altamente superior. Foi isso o que Jesus quis dizer com as palavras: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11:25-26).

Nenhum objetivo, nenhum sonho, nenhum alvo que o ser humano possa criar na sua mente nem de longe deve se comparar com o alvo de obter a vida eterna, afinal este é o sentido da vida. Este alvo deverá ocupar as 24 horas de cada dia que ele passa neste mundo. Desde o primeiro segundo da manhã, ao abrir os olhos, até o último momento de consciência, antes de cair no sono, a vida eterna deverá estar na sua mente. Isto todos os dias, sem exceção. As horas em que o cristão precisa se concentrar em outras coisas, a vida eterna deverá não ser esquecida, mas sim ser uma espécie de luz, onde todas as outras atividades a utilizem como um farol, para que assim nunca nos desviemos deste alvo supremo. Jesus foi bem claro quanto a isso: “O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou” (Mt 13:45-46). O negociante entendia de pérolas, e assim que alguém a mostrou ele decidiu que tinha que possuí-la custe o que custar. E de fato, ele conseguiu adquirir a pérola, mas lhe custou tudo o que tinha.

Alguns dias atrás estava meditando sobre o valor da vida eterna. Lembrei-me da proposta que Satanás fez para Jesus, caso o Senhor decidisse se unir a ele: “Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares” (Mt 4:9). Baseado nesse encontro, me perguntei se haveria um “pacote” ofertado para mim que eu aceitasse em troca de ter que aguardar um pouco mais de tempo para a vida eterna oferecida por Deus; e a resposta foi claramente um não. Eis o porquê: Apenas a vida eterna é vida, e é eterna. Ainda que me fosse oferecido ser o rei soberano em uma terra, onde todos os prazeres que o ser humano deseja estivessem ao meu dispor a qualquer momento que quisesse, e que neste lugar eu pudesse viver sempre jovem e em perfeita saúde por 1 bilhão de anos, ainda assim não seria eterno e um dia terminaria. Naquele dia, tudo aquilo que tanto valorizei deixaria de existir. Também sei que cada noite que passasse neste lugar me viria à mente a lembrança de que estou um dia mais próximo do seu fim. Em suma, a oferta pode ser “tentadora”, mas não se compara com o que Deus nos oferece.

Queridos, o que quero deixar bem claro é que a vida eterna não será alcançada por aqueles que não a valorizam. Temos que estar de olho no alvo. Quando Jesus nos disse que para segui-lo teríamos que amá-lo mais do que pai, mãe, filhos e filhas; amá-lo até mais do que a nossa própria vida (Mt 10:37), Ele não poderia ser mais direto ao ponto. Este evangelho “light”, sem sacrifícios pessoais, tão popular nestes últimos dias não é o evangelho de Jesus e, portanto, é um falso evangelho e todo o falso evangelho leva à perdição.

Irmãos, o sentido da vida está em viver eternamente com Deus, a fonte da vida. Querer viver desconectado de Deus é como a criança que, querendo se esconder de alguém, tapa o nariz com os dedos e se submerge na piscina. Não demora muito para que o ar no pulmão acabe e ela seja forçada a reconhecer a ineficácia da sua estratégia. Milhões agem como essa criança, desconsiderando a realidade ao seu redor de que o seu tempo neste mundo é assustadoramente pequeno. Os ponteiros do relógio avançam e a qualquer momento estaremos face a face com Aquele que dá sentido à nossa vida.

Milhares leem os nossos textos em várias partes do mundo. Provavelmente algumas destas pessoas já possuem a compreensão correta sobre a razão da sua existência; já entendem qual é o sentido da vida e mantêm uma linha de comunicação aberta com Deus; seguindo o plano que o Senhor traçou para elas. Estas almas aguardam com antecipação o momento em que o seu nome seja chamado e finalmente possam mudar para a última e permanente residência no céu com o Pai (1Co 15:52; Mt 24:31). Imagino que outros dos nossos leitores, no entanto, não se encontram na mesma situação. Eles ainda se veem divididos entre a vida eterna com Deus e o mundo presente (1Jo 2:15; Tg 4:4). Sim, eles temem a Deus e querem muito garantir um futuro no céu quando deixarem esta vida, mas como ainda estão aqui, vivos, se iludem então com a ideia de que podem amar este mundo por um pouco mais de tempo e um dia, “o dia certo”, assumirão uma posição mais firme em relação às coisas de Deus. Queridos, eu imploro que não pensem dessa forma, uma vez que absolutamente ninguém sabe se estará vivo amanhã. Tenham em mente que o Senhor já nos alertou: “O dia certo é hoje; o dia da salvação é agora” (2Co 6:2; Is 49:8). Espero te ver no céu.

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