Santificação – O Corpo e o Espírito

Santificação - O Corpo e o Espírito Por Markus DaSilva

Por Markus DaSilva, Th.D.

Nesses últimos dias, a igreja parece não mais entender o que é a santificação. Satanás conseguiu trazer algo alarmante para o nosso meio; a ideia de que somos seres compartimentados, ou seja, que Deus somente se interessa pela parte espiritual da nossa vida.

“A santidade que o Senhor espera dos seus escolhidos é completa e abrangente, envolvendo tudo aquilo que somos”

Recentemente, uma irmã em Cristo respondeu a um texto que escrevemos sobre a santidade e o morrer para o mundo. Ela argumentou que não via nada de errado em assistir novelas, seriados, filmes… e outras prisões satânicas, e ao mesmo tempo servir a Jesus. “O que precisamos”, disse a irmã, “é saber separar as coisas”. É interessante que ela tenha usado o verbo “separar”, pois tanto no hebraico como no grego, santidade realmente denota uma separação (Dt 14:2, Ap 18:4); a falácia, o erro, desse argumento consiste em imaginar que a santidade – ou separação – exigida por Deus é algo que podemos limitar a certas faculdades mentais, a certos sentimentos internos, como se pudéssemos isolar o nosso espírito do nosso corpo. Imaginem um cristão pego em adultério se dizer inocente frente a igreja sob o argumento que apenas o seu corpo teve relações com a mulher do seu irmão, mas que o seu espírito se manteve santo o tempo todo.

Queridos, me sinto até constrangido precisar escrever sobre algo tão óbvio, tão elementar, como se estivesse me dirigindo a crianças. A santidade que o Senhor espera dos seus escolhidos é completa e abrangente, envolvendo tudo aquilo que somos: aquilo que pensamos, que imaginamos, que desejamos; aquilo que lemos, que vemos, que ouvimos, que falamos, e que tocamos (2Co 7:1). Pois assim como corpo e espírito fomos criados, como corpo e espírito seremos julgados.

Amados, todos nós sabemos que o nosso tempo é curto. Paremos hoje mesmo com o uso de subterfúgios para justificar o nosso apego à carne, mas como o publicano que nem sequer ousava olhar para o céu, devemos bater no peito e clamar: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lc 18:13). Espero te ver no céu. —Markus DaSilva