Pergunta: O Apóstolo Paulo Cancelou os Mandamentos de Deus?

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Pergunta: O Apóstolo Paulo Cancelou os Mandamentos de Deus?

Resposta:

Não, o apóstolo Paulo não cancelou os mandamentos de Deus. Mesmo porque nenhum simples mortal, nenhum ser criado, homem ou mulher, possui autoridade ou poder para mudar nada daquilo que veio do Criador. Se algum dia Deus quisesse mudar qualquer uma das suas santas leis, os únicos que poderiam fazer isto seria o próprio Pai, ou aquele que é o porta-voz direto do Pai: o seu filho unigênito: Jesus Cristo: “Porque eu não falei [Gr. λαλέω (laléo) v. falar, conversar, declarar] por mim mesmo; mas o Pai [Gr. πατήρ (patír) s.m. Pai], que me enviou [Gr. πέμπω (pémpo) v. enviar, despachar], esse me deu ordem [Gr. εντολή (endolí) s.f. ordem, comando, regra, mandamento] quanto ao que dizer e como falar. E sei que a sua ordem [endoli] é vida eterna [Gr. ζωήν αιώνιον (zoin eônion) s.f. vida; adj. eterna]. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Pai me disse [Gr. είπον (ipon) v. falar, dizer, ordenar]” (João 12:49-50).

A verdade é que, assim como o apóstolo Pedro nos alertou em (2Pe 3:16), os escritos de Paulo são difíceis de entender, e muitos aproveitam disso para criar doutrinas que não procedem de Deus, como o absurdo de que existe salvação para o indivíduo que conscientemente ignora a lei de Deus. E por que fazem isto? Fazem isto porque todos eles, incluindo os líderes, amam este mundo e defendem qualquer ensinamento, mesmo que seja falso, que lhes permite seguir curtindo os prazeres da vida presente e ao mesmo tempo herdar a vida eterna quando morrerem. Isto porém jamais ocorrerá, pois Jesus foi bem claro que ninguém subirá se não estiver disposto a abandonar este mundo passageiro: “Quem ama [Gr. φιλέω (filéo) s.f. amizade, amor, afeto] a sua vida [Gr. ψυχή (psirrí) s.f. alma, vida, mente, individualidade], perdê-lá-á; e quem neste mundo odeia [Gr. μισέω (miséo) v. odiar, ser odiado, detestar] a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna [Gr. ζωήν αιώνιον (zoin eônion) vida eterna]” (João 12:25).

Se de fato o apóstolo Paulo tivesse cancelado, ou mudado, ou trocado, ou atualizado qualquer uma das leis de Deus, diretamente ou indiretamente, ele teria que ter recebido a autorização do Autor da lei, mas sabemos muito bem que nada disso ocorreu. Não existe nenhuma profecia nas Escrituras Sagradas relacionada a Paulo, ou a Pedro, ou a Tiago ou a qualquer outro ser humano que viveu naquela época, com as exceções de João Batista (Isaías 40:3) e Judas Iscariotes (Zac 11:12-13). Se parte do plano de salvação incluísse o envio de Paulo para fazer qualquer mudança na lei depois da ascensão do Messias, podemos ter certeza absoluta que teríamos várias passagens bíblicas no Antigo Testamento nos alertando sobre este fato. Também é certo que o próprio Jesus teria avisado aos seus discípulos e a todos nós que depois de alguns anos o Pai enviaria um certo homem para esclarecer a igreja sobre as mudanças ligadas à salvação, mas como sabemos, Jesus nem de longe mencionou o envio de qualquer ser humano depois que voltasse para o Pai. A única promessa foi o envio do Espírito Santo, cuja função seria, não nos ensinar o cancelamento da lei, ou a substituição da lei pela graça, ou algum novo ensino sobre como a pessoa se salva, mas sim nos lembrar de tudo aquilo que Jesus nos ensinou: “Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará tudo e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito” (João 14:26). Ou seja, o Espírito Santo está dentro de cada um de nós, não nos ensinando algo novo, mas sim lembrando tudo aquilo que Jesus já havia ensinado quando esteve fisicamente na terra. Colocando de uma outra forma, qualquer doutrina ligada à salvação de almas (doutrinas primárias) que Jesus não ensinou, não tem como fonte o Espírito Santo.

Os mandamentos de Deus Pai e de Jesus são eternos e os méritos de Cristo não serão aplicados a nenhum indivíduo, adulto e mentalmente capaz, que se recusar a obedecer qualquer um deles. A nenhum ser humano, seja dentro ou fora da Bíblia, foi dado autoridade para cancelar ou revogar ou destruir ou mudar ou adaptar ou atualizar sequer um dos mandamentos de Deus Pai e Filho: “Se obedecerdes [Gr. τηρέω (tiréo) v. guardar, vigiar, manter, preservar] aos meus mandamentos [Gr. εντολή (endolí) s.f. ordem, comando, regra, mandamento], permanecereis [Gr. μένω (meno) v. permanecer, ficar, continuar] no meu amor [Gr. αγάπη (agape) s.f. amor]; do mesmo modo que eu obedeço aos mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor” (João 15:10).

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Muito obrigado por ouvir. Se Deus quiser, nos veremos no céu.