Série: A Lei de Deus: Estudo Nº 8: A Lei de Deus nos Nossos Dias

Tempo de Leitura: 12 minutos

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Estudo Bíblico: A Lei de Deus: Estudo Nº 8: A Lei de Deus nos Nossos Dias.

Por Markus DaSilva, Th.D.

A

qui na terra, as leis de Deus fazem parte das suas instruções sobre como devemos viver em um planeta ocupado pelas forças do mal. Se Adão e Eva tivessem dado ouvidos a Deus e recusado a oferta da serpente, estaríamos vivendo em um mundo bem diferente do atual. Muito embora a Sua lei seria a mesma, com ou sem pecado, não seria necessário que o Senhor a expressasse de forma audível ou escrita pois ela estaria gravada no nosso coração (Heb 10:16). A realidade, porém, é que no ato de termos nos posicionados ao lado de Satanás, ficamos expostos ao convívio contínuo com o mal e com todos os tipos de lutas que sempre acompanham o mal. O homem não tinha a menor ideia sobre como viver em território invadido por forças malignas, onde a cada esquina que passa corre o risco de ser devorado pelos demônios e seus parceiros terrestres. Para a nossa própria proteção, Deus então nos deu a lei, para que assim soubéssemos diferenciar entre aquilo que nos leva à vida eterna e aquilo que nos causa sofrimento e morte eterna “Bem-aventurados [Heb. אשרי (ashrê) adj. feliz, abençoado] os que guardam os seus testemunhos [Heb. עדות (edut) s.f. testemunho, mandamento, lei] e o buscam de todo o coração [Heb. לב (lêv) s.m. coração; fig. alma, mente, caráter]” (Sal 119:2. Ver também: 1Re 2:3; João 13:17; 14:23).

No juízo final, ninguém será considerado culpado sendo ele inocente, ou inocente sendo ele culpado, mas cada um receberá o veredito da sua própria escolha.

Deus poderia ter abandonado os seres humanos e deixado que colhêssemos aquilo que plantamos. Já que preferimos a voz da serpente à voz do Criador, seria perfeitamente justo caso Deus tivesse se retirado da terra e permitido que Satanás e seus demônios fizessem conosco o que bem quisessem. Não escolhemos a serpente? Então que também aguentemos o resultado da nossa escolha. Esta seria uma decisão que o inimigo amaria, pois assim seria de fato um rei soberano, um ditador egoísta sem o menor interesse pelo bem-estar dos seus súditos. A única razão que provavelmente Lúcifer e suas hostes não executariam todos nós é porque eles sabem que se o fizessem não teriam ninguém para governar e assim satisfazer os seus desejos maléficos. Para piorar esta horrível situação em que neste caso nos encontraríamos, devemos lembrar que as forças espirituais do mal possuem poderes que seres humanos não possuem. Ou seja, não existiria qualquer possibilidade de nos livrarmos da situação de eterna servidão aos demônios.

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Cada Ser Humano Tem a Oportunidade de Aceitar ou Rejeitar a Deus

Louvado seja Deus que não foi permitido que as forças do mal dominassem permanentemente a terra. Foi dado a Satanás, no entanto, a oportunidade de oferecer a cada um dos filhos e filhas de Adão e Eva a mesma escolha oferecida aos seus pais. Reconhecendo ou não, no decorrer da vida cada ser humano tem várias oportunidades de dar ouvidos ao Criador ou à serpente. A liberdade de escolha e as oportunidades para escolher fazem parte da perfeita justiça de Deus para toda a criatura consciente. Quando as Escrituras nos revelam que cada um será julgado por aquilo que fez no corpo (2Cor 5:10), podemos ter certeza que cada ato registrado foi deliberadamente cometido. No juízo final, ninguém será considerado culpado sendo ele inocente, ou inocente sendo ele culpado, mas cada um receberá o veredito da sua própria escolha. Através daquilo que faz ou recusa fazer, cada indivíduo decide para onde seguirá quando os seus dias terminarem. A lei de Deus revelada nas Escrituras é a maneira que sabemos se os atos cometidos no presente serão usados contra ou ao nosso favor no juízo final: “eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não saberia o que é a cobiça, se a lei não dissesse: ‘não cobiçarás’” (Rom 7:7).

As Instruções de Deus

A lei como instrução de vida possui neste caso duas finalidades bem específicas para o ser humano: ser o mais feliz possível em um mundo imerso em sofrimento (Deut 28:1-13; Mat 6:33) e viver de tal forma a no final ser levado a um local onde o sofrimento não existe (Apo 21:4). A felicidade presente e futura é então o grande objetivo alcançado por todos aqueles que se dispõem a viver de acordo com a lei de Deus.

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Quando falamos sobre a felicidade no mundo presente, primeiramente devemos deixar bem claro que a felicidade perfeita só será alcançada no céu e na nova terra (Isa 65:17; 2Pe 3:13; Apo 21:5). Se fosse possível ao homem obter a perfeita felicidade vivendo em um mundo envolto no pecado, a serpente estaria pelo menos parcialmente correta ao convencer a Eva que não levasse a sério a lei de Deus (Gen 3:4-5). O diabo, todavia, mentiu, e ao optarem por desconsiderar o alerta do Criador, Eva, e posteriormente seu marido, transformaram o paraíso em um vale de lágrimas (Sal 84:6).

Apesar de vivermos em um vale de lágrimas, todavia, existe uma promessa divina de que seríamos felizes antes mesmo de sermos levados ao nosso destino final. Ainda que muito distante da felicidade que viveremos no céu e nova terra, cada cristão pode experimentar ainda hoje o melhor que Deus oferece a toda alma que depositar a sua fé em Jesus, o seu Filho amado: “Aquele que tem os meus mandamentos [Gr. εντολή (endolí) s.f. ordem, comando, regra, mandamento] e os guarda [Gr. τηρέω (tiréo) v. guardar, vigiar, manter, preservar], esse é o que me ama [Gr. αγαπάω (agapáo) v. amar]; e aquele que me ama será amado de meu Pai [Gr. πατήρ (patír) s.m. Pai], e eu o amarei, e me manifestarei [Gr. εμφανίζω (emfanízo) v. revelar, aparecer, mostrar] a ele” (João 14:21).

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Qual a Vantagem de Obedecer a Deus?

Embora todos nós queremos ser o mais feliz possível aqui na terra, este não é o principal benefício que recebe aqueles que fielmente seguem as instruções de Deus no dia a dia. O grande motivo para andarmos de acordo com a lei de Deus é o que ocorrerá conosco quando os nossos dias neste planeta terminarem. Deus promete a vida eterna a todo aquele que se mantém fiel à sua lei e deposita a sua fé em Jesus, o seu Messias. Isto foi o que João quis dizer quando nos escreveu: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apo 14:12).

Devemos lembrar que independentemente do tipo de vida que o ser humano vive, a dura realidade é que a vida presente é temporária e um dia cada um, sem exceção, deixará este mundo para trás. Devemos então ter como foco manter um relacionamento com Deus que tenha como resultado final a vida eterna: “te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deut 30:19).

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Concluindo este estudo da série sobre a lei de Deus, queremos alertar que todas as instruções do Criador continuam e sempre continuarão em vigor. Conforme já mencionado várias vezes nos estudos anteriores da série, em nenhum lugar nas Escrituras os profetas do Senhor ou o próprio Messias deram a entender que haveria um limite de tempo para a lei de Deus. Muito pelo contrário, Jesus fêz questão de enfatizar a duração eterna da lei: “Não suponhas [Gr. νομίζω (nomízo) v. aceitar como regra, ter como costume, supor] que vim destruir [Gr. καταλύω (katalío) v. destruir, por abaixo, dissolver] a lei ou os profetas [Gr. τον νόμον ή τους προφήτας (ton nómon i tu profítas) Lit. a lei ou os profetas]; não vim destruir, mas completar [Gr. πληρόω (pliro) v. completar, encher, lotar]. Porque em verdade vos digo que, até que o céu [Gr. ουρανός (uranós) s.m. céu] e a terra [Gr. γη (yí) s.f. terra] passem [Gr. παρέρχομαι (parer-rrome) v. passar, acabar, encerrar, desaparecer], de modo nenhum passará da lei nem um jota nem um til, até que tudo seja cumprido [Gr. γίνομαι (guinome) v. cumprir, acabar, encerrar]” (Mat 5:17-18). Qualquer homem ou mulher que se diz um mensageiro de Deus, mas que insiste que a sua lei foi cancelada, é de fato um mensageiro de Satanás. E qualquer um que aceitar este ensino satânico como verdadeiro, da sua própria escolha estará seguindo um anticristo e verá o resultado da sua decisão no juízo final.