🔊 (Parte 2) Coração de Pedra, Coração de Carne. Estudo Nº 2: Controlando o Coração [Com Áudio]

(Parte 2) Coração de Pedra, Coração de Carne. Estudo Nº 2: Controlando o Coração [Com Áudio]

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Desde que publicamos os dois artigos sobre o louvor, em maio, nunca vimos um assunto ofender a tantos quanto a primeira parte deste texto. É incrível como tantos cristãos realmente desconsideram os claros alertas do Senhor de que a menos que nos entreguemos por completo a Ele não teremos uma morada no céu: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á” (Mt 10:37-39).

“Embora não temos o controle direto do vento, temos o controle direto da vela. Dessa forma escolhemos em que direção seguiremos.”

Ignoram, simplesmente ignoram as palavras do nosso querido Jesus. Insistem em argumentar que o corpo, como um deles escreveu, “não passa de uma casca”, dando a entender que desde que o indivíduo “entregue o coração a Deus” aquilo que ele faz no corpo é irrelevante para o Senhor. Chego a ficar sem palavras frente a tamanha aberração (Ro 6:13). É por isso que é praticamente impossível diferenciar o cristão do mundano nestes últimos dias. Afinal, se ambos se entregaram às paixões da carne, como poderia haver qualquer distinção? A luz já não ilumina. O sal perdeu o seu sabor (Mt 5:13-16).

Mas deixemos esses irmãos sob os cuidados do Senhor e falemos agora sobre como transformar um coração de pedra em um coração de carne. Primeiramente, lembremos, conforme explicamos em detalhes na primeira parte deste estudo, que isto só é possível porque existe uma promessa do Pai para nós, os seus escolhidos, que Ele nos concederia essa graça: “E lhes darei um só coração, e porei dentro deles um novo espírito; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne, para que andem nos meus estatutos, e guardem as minhas ordenanças e as cumpram; e eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus (Ez 11:19-20). É somente porque as promessas de Deus nunca falham que se torna possível esta transformação (Nm 23:19).

O maior dos mandamentos, segundo o nosso amado Jesus, é: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10:27). Mas como podemos amar o Senhor dessa forma se temos um coração tão inclinado para o pecado? (Jr 17:9). Precisamos transformá-lo. Na realidade, enquanto estivermos neste corpo temporário e neste mundo contaminado por todo o tipo de mal, o coração é controlado por nós e transformado paulatinamente por Deus até aquele dia em que todos nós voltaremos a ter um coração perfeito como tinham os nossos Pais antes do pecado: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Prv 4:18).

Coração não é mente. A mente por si mesma é neutra, podendo ser facilmente influenciada. O coração é a força que impulsiona os nossos desejos e influencia (mas não domina) a nossa mente em uma determinada direção. Se a mente é a vela de um barco, o coração é o vento. Embora não temos o controle direto do vento, temos o controle direto da vela. Desta forma comandamos, ou forçamos o vento a nos impulsionar na direção que queremos.

O coração, que se alimenta daquilo que a mente se ocupa, é gradativamente moldado. Encheremos então a mente com o santo e eliminaremos todo o interesse mundano. Isso foi o que o nosso irmão Paulo quis dizer com as palavras: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Ro 12:2).

Procurar apenas eliminar certas coisinhas que fazem parte do mundo não funcionará; ninguém conseguirá qualquer domínio sobre o seu coração com um abandono parcial daquilo que não mais deve fazer parte da vida do homem que nasceu de novo (2Co 5:17). Foi exatamente por isso que o Senhor não disse que devemos nos afastar do mundo, mas sim que devemos morrer para ele: “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á” (Mc 8:35). Bem radical, mas funciona. Falo por experiência própria. Já há muito tempo me afastei de tudo aquilo que não me aproxima do Senhor: assistir filmes, seriados, esportes, noticiários; acompanhar política; ler qualquer coisa secular… Uso uma regra bem simples para determinar o que entra e o que fica de fora: Isso agrada ao meu Deus, sim ou não? Se não me leva à semelhança de Cristo, é eliminado (1Jo 2:6; 1Pe 2:21; Ro 8:29). Desta forma, pela graça que me foi concedida, mantenho este meu coração rebelde sob controle. Orando baixinho o dia todo, clamando pelo nome de Jesus, em estudo e jejum, sigo adiante, aguardando feliz e ansioso o dia que o meu nome for chamado. “Cria em mim um coração puro, ó Deus.” (Sl 51:10). Espero te ver no céu.