🔊 (Parte 2) O Cristão Santo. Estudo Nº 2: Resistindo ao Ensino do Espírito Santo [Com Áudio]

(Parte 2) O Cristão Santo. Estudo Nº 2: Resistindo ao Ensino do Espírito Santo [Com Áudio]

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Este mundo está passando, sendo pouco a pouco destruído pelo pecado, e nós com ele. Por isto, quando falamos do relacionamento do ser humano com Deus, falamos de restauração. Quando a raça humana foi criada, Deus decidiu fazê-la diferente dos outros seres: “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1:26). Certamente que Deus não se refere à característica física do homem, já que Deus é espírito (Jo 4:24), mas sim à sua alma. Diferentemente das outras criaturas, após tê-lo moldado da matéria comum – o barro – Deus soprou sobre ele e lhe deu da Sua própria vida, o que habilitou o homem a possuir entendimento e não apenas movimento, como animais e plantas: “Há, porém, um espírito [Heb. רוּחַ־ (rûaḥ) Gr. πνεύμα (pneuma)] no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o dá entendimento” (Jó 32:8). Sendo assim, cada pessoa possui uma vida diretamente ligada à do Criador. Quando o sopro retorna à fonte, o homem morre e volta a ser o que era, simples pó: “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás” (Gn 3:19 ver também: Ec 12:7).

“O Caminho de Santidade é um caminho difícil, apertado, mas é percorrido um passo por vez, como qualquer outro.”

Como seres semelhantes (mas não idênticos) a Deus, éramos perfeitos em todo o nosso viver; separados para o Criador, santificados. Mas tudo isto está sendo gradativamente corrompido desde que os nossos pais desobedeceram a Deus no Éden. A vinda de Jesus a esta terra de dores e sofrimentos, teve como finalidade nos restaurar à semelhança que tínhamos com o Pai quando fomos criados. Cristo nos disse: “Sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês” (Mt 5:48). E o próprio Pai, pela boca do profeta nos alerta: “vocês serão santos para mim, porque eu, o Senhor, sou santo” (Lv 20:26). E em outro lugar, para que todos entendam, nos foi dada a razão: “sem santidade ninguém verá o Senhor” (Heb 12:14).

Note que vemos aqui uma instrução de Deus a respeito da perfeição e da santidade. Em outras palavras, não somos informados, mas sim educados quanto à nossa parte no processo de restauração: Seja perfeito! Seja santo! “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir” (Sl 32:8). Se o homem recusa a participar por qualquer motivo, ele obviamente está dispensando o plano de restauração, o único plano que o levaria ao Pai.

A instrução de Deus faz parte da sua graça salvadora. Ou seja, ao demonstrar interesse e compaixão para conosco, o Senhor nos instrui quanto a sermos santos e nos separarmos de tudo aquilo que já não pode fazer parte do nosso viver. Este foi um ponto bem claro na carta que Paulo escreveu a Tito: “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação [e a disponibilizando] a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando a vida ímpia e os desejos mundanos, vivamos no presente mundo de uma maneira sóbria, em retidão, e voltada para Deus; aguardando a bendita esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo todo seu, dedicado às boas obras” (Tt 2:12-14).

O colocar em prática as instruções de Deus quanto à forma de viver neste mundo de pecado determina se o indivíduo foi ou não alcançado pela graça da salvação. Em outras palavras, o homem que se diz cristão, mas não demonstra qualquer interesse em abandonar os desejos de usufruir os prazeres que o mundo oferece, este homem então não foi beneficiado pela graça, pois se tivesse sido o Espírito Santo que nele habita o instruiria quanto às estas coisas. Se ele não procura a nova vida que sempre ocorre a partir do novo nascimento, então esta é uma experiência que ele ainda não passou: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3:6). Obviamente este homem não nasceu do Espírito e é por isto que não procurar viver uma vida de acordo com o Espírito, mas sim de acordo com a carne: “Mas o Conselheiro, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas” (Jo 14:26). E em outro lugar: “Andai segundo o Espírito, e não haveis de satisfazer os desejos da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes lutam um contra o outro, de tal forma que não conseguis fazer o que desejais” (Gl 5:16-17).

É impossível para Deus não suceder em algo. Se o Espírito do Senhor se empenhar em ensinar alguém a se santificar, este alguém não terá como resistir ao ensino de Deus e conseguir no final continuar amando e praticando os desejos do mundo. Caso o homem continua usufruindo dos prazeres do mundo ele jamais poderá dizer que o Espírito Santo não conseguiu ensiná-lo, pois isto significaria que Deus falhou na sua tentativa, o que é algo impossível de ocorrer: “Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que desejo, e realizará aquilo para o qual a enviei” (Is 55:10-11).

Amados, deixe-me esclarecer que o caminho de santidade é um caminho difícil, apertado, mas é percorrido um passo por vez, como qualquer outro. Quando iniciamos a nossa caminhada, e enquanto continuamos nela, somos chamados de santos (1Co 1:2; Ro 1:7). O percurso pode ser muito curto, como foi o do ladrão na cruz, ou muito longo, como foi o do apóstolo Paulo (Fm 1:9), mas o destino é o mesmo (Ef 4:5-7).

Queridos, minha esperança é que este pequeno estudo lhes cause muito ânimo. Não sejam como alguns que desistem antes mesmo de darem o primeiro passo no caminho de santidade (Is 35:8). Eles estão sempre perguntando se isto ou aquilo é pecado, perguntas de cristãos imaturos; mas vocês já cresceram, e não focam naquilo que ofende e sim no que agrada ao Senhor, “pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:8). Sempre prontos a obedecê-lo, seguindo firmes no caminho: nas montanhas ou nos vales, sol ou tempestade, em ambiente amigo ou hostil, tendo em mente a glória que lhes espera: o reencontro com o Pai. Espero te ver no céu.