🔊 (Parte 3) Série: Vivendo Pela Fé. Estudo Nº 3: Medo: o Inimigo da Fé [Com Áudio]

(Parte 3) Série: Vivendo Pela Fé. Estudo Nº 3: Medo: o Inimigo da Fé por Markus DaSilva

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Não podemos falar da fé sem falar do seu maior obstáculo: o medo. Medo é a expectativa de algo ruim. O resultado dessa expectativa negativa, pode variar, desde a um “agir com cautela” até uma completa paralisia. Uma série de fatores influencia nossa atitude frente aos problemas do dia a dia, mas sem dúvidas o maior de todos é a nossa personalidade, seguido da educação, traumas vividos e outros fatores. Independentemente da causa, porém, o medo é sempre o maior dos empecilhos a termos uma fé forte e inabalável: “Porque Deus não nos deu um espírito de medo, mas de poder, de amor e de moderação” (2Tm 1:7).

Existem situações, obviamente, em que o medo tem fundamento pois é baseado em fatos, como quando estamos para fazer algo perigoso, mas na sua maioria o medo que enfrentamos não se enquadra nessa categoria. Este estudo lida com os tipos de apreensões e medos que assolam o cristão quase que diariamente. O inimigo trabalha na nossa mente de tal forma que consegue usar os eventos mais insignificantes e nos convencer que, a menos que saibamos como enfrentar a situação, sofreremos as mais horríveis consequências. Esses frequentes ataques têm como objetivo enfraquecer a nossa fé. Satanás deseja que tenhamos dúvidas quanto aos cuidados de Deus para conosco (1Pe 5:8). Ele procura fazer com que queiramos tomar o controle da nossa vida, ignorando assim o convite do Pai para caminharmos pela fé, confiando, não na realidade aparente, mas na Sua promessa de que independentemente das circunstâncias, todos os eventos contribuirão para o nosso próprio bem: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te apoies no teu próprio entendimento” (Pv 3:5). Ver também Ro 8:28.

“Essa semana mesmo tomei uma posição no trabalho contrária ao medo. O inimigo me disse faça isso e eu fiz o oposto.”

Queridos, este estudo serve para mim mesmo. Há um certo tempo, aqui no condomínio onde moramos, ao passar pelo salão de entrada o meu filho viu um idoso no chão e o ajudou a chegar até uma cadeira próxima. Passados alguns dias, o porteiro parou o meu filho na guarita e perguntou se ele havia ajudado a alguém recentemente e, obviamente, ele disse que sim. O porteiro avisou que um dos seguranças viria à nossa residência para obter mais informações sobre o ocorrido. Fiquei muitíssimo preocupado (e irado) com toda a situação e comecei a orar sobre o evento. O Senhor atendeu às minhas orações e tudo isso deu em nada. Ninguém veio à nossa casa pedir mais informações, mas bastou o diálogo entre o porteiro e o meu filho para o inimigo colocar os piores desfechos imagináveis na minha mente. Na minha fraqueza espiritual, já imaginava toda a família na corte, gastando uma fortuna com advogados para provar que o meu filho apenas ajudou o idoso. Cheguei a dizer ao meu filho que se algo semelhante acontecesse de novo ele deveria chamar uma ambulância, em vez dele mesmo ajudar. Imaginem só!

Amados, por que somos assim? Por que caímos tão facilmente nessas armadilhas do diabo e ficamos preocupados até por coisas insignificantes como este evento que lhes contei? A resposta é porque não exercitamos a nossa fé, e aquilo que não é exercitado se torna flácido e fraco. Devemos ficar atentos e reconhecer quando Deus nos envia as oportunidades para exercitarmos a nossa fé. Foi isso que o nosso irmão Tiago quis dizer quando nos escreveu: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança, tendo sido aperfeiçoada, os torne perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma” (Tg 1:2-4). A experiência do idoso foi uma oportunidade que infelizmente eu não a reconheci e não a aproveitei como devia: “pois o justo nunca será abalado e sempre será lembrado. Ele não teme más notícias; o seu coração está firme, confiando no Senhor” (Sl 112:6-7). Mas graças a Deus estou aprendendo e tenho procurado pôr em prática aquilo que já sei na teoria. Esta semana mesmo exercitei a minha fé e tomei uma posição no trabalho contrária ao medo. O inimigo me disse: faça isso, e eu fiz o oposto. E para irrita-lo ainda mais, durante o evento, acabei testemunhando da minha fé em Cristo aos meus colegas descrentes.

Escrevo esse texto enquanto o furacão Matthew está há poucas horas de nós. Toda a cidade se encontra em estado de alerta, o povo se desespera. Oh, a perfeição de Jesus. Durante as maiores tempestades ele cochilava (Mt 8:24); quando a prisão, a tortura e a morte eram certas, ele as enfrentava sem temor (Jo 11:7-8). Oh, inabalável fé. Viver pela fé envolve enfrentar o medo; agir contrário ao instinto natural e às soluções sugeridas pelo inimigo. Amados, vamos exercitar a nossa fé juntos? Comece nas pequenas coisas e siga crescendo, confiando que o nosso amado Jesus nunca nos abandonará quando tomarmos uma decisão confiando não na nossa força, mas no poder, sabedoria e amor do nosso Pai: “O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes” (Dt 31:8). Espero te ver no céu.

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