Louvor Não Salva (Louvor – Parte 1)

Banda no palco

Por Markus DaSilva, Th.D.

Louvor não salva. Duro, mas tem que ser dito. Querer ser salvo pelo cantar, fechar os olhos, levantar as mãos, dançar, coreografar, bater palmas, derramar lágrimas…. é querer ser salvo por obras, por algo que fazemos, e nenhuma obra levará alguém ao céu. Por mais lindo e comovente que seja, Deus nunca disse que procura adoradores que saibam louvar, mas sim aqueles que o adorem em espírito e em verdade (João 4:23). Em espírito porque não é na carne e em verdade porque não é mentira, bem simples. Mentimos na adoração quando a nossa vida particular não condiz com as aparências; vivemos uma farsa; enganamos aos homens, e até a nós mesmos, mas não a Deus.

Quando declaramos o nosso amor nos louvores e ao mesmo tempo acariciamos pecados no nosso íntimo, não importa o quão emocionado o louvor nos faz ficar, estamos mentindo. Isso porque o verdadeiro amor está condicionado à fidelidade (qualquer pessoa casada sabe disso) e só é fiel ao Senhor aquele que o obedece. Essas não são minhas palavras, mas sim do apóstolo João, que nos diz ter saído da própria boca do nosso querido Jesus: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama” (João 14:21). Anos depois, esse mesmo João foi ainda mais severo ao nos dizer que sem fidelidade nós nem mesmo conhecemos a Deus, chamando esses desobedientes de, como já foi dito, mentirosos (1 João 2:4).

Devemos louvar? Sim, especialmente nesses últimos dias, mas o façamos com sinceridade de coração para que suba como aroma agradável ao Pai. Irmãos, já não temos muito tempo. “Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23). Espero te ver no céu. —Markus DaSilva