🔊 (Parte 1) A Fé Que Move Montanhas (Crescendo na Fé) [Com Áudio]

(Parte 1) A Fé Que Move Montanhas (Crescendo na Fé) por Markus DaSilva

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Escrevo este texto ainda de madrugada em um hotel em Mineápolis, no Minesota, EUA, enquanto a pequena cafeteira elétrica do quarto passa o meu segundo café. Mesmo sendo verão, à noite o frio lá fora já é o suficiente para que eu desejasse que o aquecedor estivesse funcionando, mas não está. Tudo bem, são só três noites e não vale a pena reclamar. Estou aqui participando de uma conferência anual da empresa onde trabalho. Já fui informado que o café da manhã será servido às sete e o almoço ao meio-dia no 50º andar do prédio vizinho, separados, mas ligados um ao outro por uma passarela suspensa e aquecida que conecta vários dos muitos arranha-céus desta cidade na região centro-oeste americana. Por enquanto terei que me contentar com a sobra das batatas Pringles de ontem. Orei ao Senhor sobre o que escrever para vocês, e novamente a fé veio à mente.

“Queremos ver muitos no céu que nos dirão: ‘Obrigado, vocês nos ajudaram a chegar aqui!'”

No último texto falamos da fé que não salva. Três tipos de fé sem efeito. Primeiro, a fé de quem crê que Deus não existe; segundo, a fé de quem crê na Sua existência, mas nada é feito; e finalmente a fé daquele que crê, mas que desenvolveu o seu próprio conceito de como se relacionar com Deus, como se o Senhor não nos tivesse dado claras instruções sobre o assunto.

Tudo isto é muito interessante, mas não fazemos parte de nenhum deste grupos, pois a nossa fé é aquela que salva: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2:8). Esta fé que salva não veio de nós, pois foi o próprio Pai quem nos habilitou e nos enviou a Cristo: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer” (Jo 6:44). Por esta mesma fé estamos seguros da nossa salvação, porque Jesus jamais perdeu sequer um daqueles que o Pai lhe deu: “E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia” (Jo 6:39).

Sim, temos fé, aleluia, mas temos pouca fé e queremos… alias, precisamos de mais fé. Precisamos crer não somente para sermos salvos, mas também para fazermos coisas grandiosas e sermos bênçãos para outras pessoas: “Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai” (Jo 14:12). Sim amados, pela fé, queremos ver muitos no céu que ao nos encontrarem, ficarão emocionados, e nos abraçarão e nos dirão: “Obrigado pelo o que vocês fizeram enquanto estavam na antiga terra, saibam que vocês nos ajudaram a chegar aqui!” (Mc 16:15-16).

Muitos cristãos, quando pensam na fé, imaginam algo muito bom e necessário, mas que infelizmente têm pouca e não sabem como aumenta-la; veem-na simplesmente como um dom que é dado; a alguns pouco, a outros muito, segundo a decisão do Senhor, mas a quantidade que possuem é fixa, ponto final. A ideia de que a fé que tem pode ser grandemente aumentada parece ser apenas isto: uma ideia; um conceito teórico que não se pode ver na prática, pelo menos não nos nossos dias: “Séculos e séculos atrás, talvez, mas não nos nossos dias”. Assim pensam.

Queridos, quando Jesus esteve aqui na terra, Ele ficou entristecido com a nossa falta de fé: “ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos hei de suportar?” (Mc 9:19). Ele viu que temos problemas fáceis de serem solucionados, de necessidades fáceis de serem supridas, se tão somente possuíssemos mais fé (Mt 6:28-34). Não precisamos de muita, pois a fé é tão poderosa que o equivalente a um grão de mostarda nos basta (Lc 17:6). No próximo estudo seguiremos falando sobre a fé, mas por hoje, deixe-me somente reafirmar algo que já lhes disse antes, que a base de todo o crescimento espiritual, incluindo a fé, é a obediência. O cristão pode orar, ler a Bíblia, louvar, jejuar, e participar de inúmeras vigílias, mas de nenhum proveito será, pois de forma alguma essas coisas contribuirão para que ele cresça na fé, se estiver vivendo em desobediência.

Amados, se vocês sabem que algo não agrada a Deus porque continuam fazendo? Como pode um filho esperar boas coisas do Pai se continuamente ignora as suas instruções? Ainda não aprenderam que quando desobedecemos ao Senhor estamos de fato dizendo que não O amamos? “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14:15). Obedeçam, obedeçam, obedeçam… só assim o seu desejo de possuir mais fé será atendido. Se o Senhor permitir, falaremos mais sobre esta maravilhosa e tão necessária verdade no próximo estudo. Espero te ver no céu.