🔊 (Parte 2) A Fé Que Move Montanhas (Honrarei aos que me Honram) [Com Áudio]

(Parte 2) A Fé Que Move Montanhas (Honrarei aos que me Honram) por Markus DaSilva

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Faz 18 anos que o Senhor chamou a mim e a minha esposa ao caminho da obediência e santidade: “E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para os remidos” (Is 35:8). Já éramos cristãos por muitos anos, mas como a maioria dos irmãos na igreja, mantínhamos um relacionamento com Deus apenas formal, distante, sem intimidade. Vivíamos em um estado de mornidão, nem frios nem quentes, parte com Jesus e parte com o mundo: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca” (Ap 3:15-16). Vivíamos assim entra ano e sai ano, quando em uma tarde, voltando para casa da igreja, sentimos como se o Espírito Santo nos dissesse: “Basta! A partir de hoje estarei lhes separando para Mim” (1Jo 2:27). E naquele mesmo dia, o processo de santificação iniciou-se. Em tempo oportuno, se for do agrado de Cristo, lhes darei mais detalhes, mas neste estudo quero apenas relatar um fato que ocorreu depois que começamos a obedecer ao Senhor em tudo. Obediência não baseado no que se vê, não baseado no raciocínio humano, mas tão somente pela fé nas promessas do Senhor.

“Na jornada rumo à morada celestial enfrentaremos obstáculos, tanto reais como imaginários; são as montanhas que o Senhor coloca no nosso caminho para nos testar e fortalecer.”

Passado algum tempo do evento acima mencionado, nossa economia estava muito reduzida, pois apenas minha esposa recebia um salário, pequeno, mas regular, trabalhando em uma igreja presbiteriana. Eu estudava e era pastor interino em uma pequena igreja Batista americana, recebendo uma ajuda de custo que não chegava a meio salário mínimo. A tarefa principal que o Senhor me deu durante aquele período era servi-lo em humildade, cuidando de uma irmã da igreja, dia e noite, sete dias por semana, sem renumeração. Esta querida irmã era uma serva de Deus, viúva idosa que não tinha nenhum parente que pudesse ajudá-la na sua velhice (Is 46:4; Tg 1:27). Fazíamos tudo isto pela fé, guiados somente pela convicção de que estávamos vivendo em obediência ao desejo do Senhor. Completamente isolados de familiares e amigos, podemos afirmar que aqueles foram anos difíceis; anos de aflições e provações: “Não te mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares” (Js 1:9).

Como todo o chefe de família, me preocupava por não possuir uma renda adequada. Estava eu sendo uma pessoa irresponsável? Será que era realmente Deus que havia nos colocado em uma situação tão diferente dos irmãos na igreja? Numa situação tão humilhante? O inimigo nos atacava continuamente com dúvidas e acusações (Ap 12:10). Mas o Senhor ouviu as nossas orações e nos enviou um alívio temporário. Ainda não foi o fim desse período de provação que durou entre seis a sete anos, mas o Senhor, na sua misericórdia, honrou a nossa fé e nos trouxe um refrigério: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que recompensa os que o buscam” (Heb 11:6).

Um dia, recebi um telefonema de um jovem advogado de uma firma americana dizendo que queria comprar de mim algo que, segundo o meu entendimento, eu não mais possuía. Falei alguma coisa como: “não sei do que você está falando” ou “não estou interessado” e desliguei o telefone imaginando se tratar de algum golpe. Mais tarde, ele ligou de volta, insistindo na compra, só que na segunda vez eu me encontrava no banho e a minha esposa atendeu. O rapaz, sentindo a nossa cautela, lhe disse que não queria dinheiro de nós, mas sim que queria nos dar dinheiro. A minha sábia esposa, sentindo que Deus poderia estar por detrás do telefonema, respondeu que iria conversar comigo sobre o assunto e que ele ligasse de volta. Depois de conversar com a minha esposa, resolvi averiguar e qual foi a minha surpresa quando confirmei que miraculosamente eu era realmente dono do que ele queria. Resumindo, dentro de duas semanas nossa economia foi abundantemente multiplicada. Até então, nunca tivemos aquele valor na nossa conta bancária. O Senhor fez jorrar água da rocha; gerou frutos em uma arvore seca. A fé e a obediência moveram montanhas: “se alguém me servir, o Pai o honrará” (Jo 12:26). “Porque honrarei aos que me honram, mas os que me desprezam serão desprezados” (1Sm 2:30).

Queridos, o que eu gostaria de passar para vocês com este testemunho é que a fé, quando acompanhada da obediência, nunca falha. Sim porque não existe nada mais confiável neste mundo do que as promessas do Senhor: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? Ou, havendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23:19). Na jornada rumo à morada celestial enfrentaremos obstáculos, tanto reais como imaginários; estas são as montanhas que o Senhor coloca no nosso caminho para nos testar e fortalecer (Ro 5:3-5). Minha esposa e eu poderíamos ter recusado a missão que nos foi dada; poderíamos racionalizar e ter escolhido o nosso próprio caminho, mas, se o tivéssemos feito, não teríamos a fé e a confiança no Senhor que temos hoje. Nos dias de aflições e provações, confie em Jesus. Obedeça-O a qualquer custo e veja a sua fé crescer e as montanhas moverem. Espero te ver no céu.