🔊 (Parte 3) Série: Sem Santidade Ninguém Verá a Deus. Estudo Nº 3: Um Caminho Que se Chamará: “O Caminho de Santidade” [Com Áudio]

Sem Santidade Ninguém Verá a Deus (Parte 3) - Um Caminho Que se Chamará: “O Caminho de Santidade”. Markus DaSilva

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Queremos muito ir morar com Deus. Por dois motivos: O primeiro é que não somos felizes neste mundo atual. Não só pessoalmente temos que passar por todos os tipos de sofrimentos, como também temos que presenciar as pessoas que amamos passarem pelos mesmos sofrimentos, se não piores (Jo 16:33). Deus nos prometeu que quando formos morar com ele, os sofrimentos que tanto nos entristecem não mais existirão e que seremos completamente felizes (Ro 8:18; Ap 21:4). O outro motivo, ligado ao primeiro, é que Deus também nos prometeu a vida eterna. Os dois motivos podem parecer o mesmo, mas não são. O que quero dizer é que a promessa não foi que no céu e na nova terra viveríamos felizes por 80, 90 ou 100 anos até morrermos; se fosse essa a promessa, ainda assim seria interessante, mas o fato de incluir a eternidade, ou seja, viver feliz por milhares, milhões, bilhões… de anos, isso a torna irresistível (2Pe 3:13).

O Senhor mostrou ao profeta Isaías e ao profeta João um pouco da futura residência que Jesus prometeu que prepararia para nós, os seus discípulos (Jo 14:3). O local é literalmente um paraíso divino; uma beleza e uma tranquilidade que não é possível descrever com palavras humanas, como o apóstolo Paulo bem nos disse: “As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2:9). Outras pessoas, como o próprio Paulo, também tiveram um vislumbre do paraíso, mas Isaías teve algo revelado somente a ele. O profeta viu não só alguns detalhes do lugar, mas viu também a estrada que nos levará à nossa residência permanente: “E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho de santidade; o impuro não passará por ele, mas será para os que são do caminho” (Is 35:8). Este caminho até a morada do Pai é Jesus, conforme ouvimos da sua própria boca: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6; Jo 12:41).

“Quando alguém encontra a Jesus, esse alguém encontrou o caminho que o profeta Isaías viu em visão. O único caminho que pode levar alguém até a morada de Deus.”

O que eu gostaria de salientar nesta terceira parte da série é a singularidade e a autenticidade deste caminho que nos levará até a nossa morada eterna. Singularidade refere-se ao fato de que só existe um e autenticidade trata-se das características do caminho que nos garante estar na direção certa e não em uma estrada anunciada como se fosse a correta, mas que possui um destino bem diferente do divulgado (Pv 14:12; Ef 5:6).

Quando o homem tem um encontro pessoal com Cristo, ele encontrou o maior dos tesouros da sua vida. Nada de tudo o que ele teve se compara com Jesus em termos de valor (Mt 13:44). O motivo é que nada no universo pode oferecer ao homem aquilo que ele realmente deseja, que é viver para sempre, apenas Cristo pode. Na realidade, este foi exatamente o motivo pelo qual Deus o enviou até a nós: “…para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Quando alguém encontra a Jesus, esse alguém encontrou o caminho que o profeta Isaías viu em visão. O único caminho que pode levar alguém até a morada de Deus.

Notemos agora o nome do caminho mostrado ao profeta: “Caminho de Santidade” ou “Caminho Santo” como alguns tradutores preferem. Isto significa que a nossa caminhada até Deus é um processo de santificação. O que faz todo o sentido, uma vez que quando chegarmos ao destino não veremos a Deus a menos que sejamos santos. Notemos também que o profeta faz uma forte observação sobre este caminho: “o impuro não passará por ele”. Certamente que não, pois como nos disse o próprio Cristo: “e como é apertado o caminho que leva à vida, são poucos os que o encontram” (Mt 7:13-14). O homem impuro prefere o caminho espaçoso pois é neste que ele satisfaz os desejos da carne; esse é o caminho do eu, que leva à morte eterna.

Mas existe algo muito sério em relação ao impuro. Lembremos que impureza se obtém através do contato. O próprio Senhor nos alerta que devemos manter distância de tudo aquilo que não é santo. Não devemos nos envolver intencionalmente com pessoas impuras e nem com aquilo que o impuro se envolve, pois, assim fazendo nós também nos tornamos impuros e Deus não nos receberá, como nos disse o apóstolo Paulo citando os profetas: “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis em nada impuro, e eu vos receberei” (2Co 6:17). O nosso único contato com o mundo em trevas deve ser como obreiros do Senhor; como portadores da luz do evangelho (Mt 5:14). Quando entramos dentro do território inimigo em missão oficial, os anjos do Senhor nos protegem contra os ataques de Satanás e suas hostes. Mas mesmo assim, devemos nos manter atentos, caso contrário os atrativos do mundo serão fortes demais para nós e acabamos mudando de lado nesta guerra, geralmente sem darmos conta (2Tm 4:10; 2Pe 2:15). É por isso que existem várias funções na obra de Deus e nem todos recebem o chamado para se posicionarem na frente de batalha, onde os ataques são mais intensos. É um erro grave os líderes enviarem cristãos fracos na fé como missionários no terreno do inimigo, pois estes são facilmente devorados por Satanás e seus demônios (1Pe 5:8).

Queridos, o meu desejo é que todos vocês se mantenham no caminho, se afastando de toda a imundícia deste mundo, “porque não nos chamou Deus para a impureza, mas para a santificação” (1Ts 4:7). Se afastem permanentemente de tudo aquilo que não pertence a Deus, uma vez que o momento de nos santificar é agora. Não haverá santificação na eternidade da mesma forma que não haverá salvação. O que quero dizer é que tudo o que é feito para morarmos com o Pai é feito enquanto o fôlego da vida ainda se encontra em nós. Quando dermos o nosso último suspiro, naquele exato momento o nosso tempo acabou, e selou-se o nosso destino. “Por isso é que se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Heb 3:15). Espero te ver no céu.

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