🔊 (Parte 4) Série Especial: O Esconderijo do Altíssimo: O Cristão e a Crise de 2020 (Salmos 6) [Com Áudio e PDF]

Rapaz em pé em um pequeno cais olhando para um lago e montanhas. Ilustrando o texto: (Parte 4) Série Especial: O Esconderijo do Altíssimo: O Cristão e a Crise de 2020

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Um dos motivos que o rei Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus (1Sam 13:14; Atos 13:22) era o seu contínuo desejo de não pecar contra o Senhor. Se existe algo que serve como um obstáculo intransponível entre o homem e Deus, este algo é o pecado não arrependido, não abandonado, e, consequentemente, não perdoado. Este não é um obstáculo que pode ser de alguma maneira contornado, como algumas pessoas imaginam. Muitos na igreja vivem em pecado, mas erroneamente pensam que Deus está satisfeito com eles simplesmente porque cantam e levantam as mãos durante os louvores, são dizimistas, possuem algum cargo, ou coisas semelhantes. A realidade é que ainda que o homem se disponha aos mais difíceis e custosos dos sacrifícios em busca da presença de Deus na sua vida, se ele não se arrepender e não abandonar os seus pecados acariciados, o Senhor simplesmente não se manifestará a ele: “mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o rosto dele de vós, de modo que ele não vos ouça” (Isa 59:2. Ver também: Isa 50:1; Jer 5:25; Miq 3:4; Luc 13:3; Rom 2:8-9; Tiago 4:8).

“Como igreja temos repetidamente provocado a ira de Deus, oferecendo a Ele fogo estranho nas nossas reuniões.”

A Razão dos Sofrimentos do Rei Davi Eram os Seus Pecados

Estudiosos da Bíblia concordam que o rei Davi, quando escreveu o Salmos 6, sofria de alguma enfermidade ou possivelmente se recuperava de feridas de guerra. Não é possível extrair muitos detalhes baseado no título do salmo segundo o texto massorético, que apenas diz: “Para o mestre de música. Com instrumentos de cordas em oitava (ou instrumentos de oito cordas). Um salmo de Davi”, mas o que se pode facilmente perceber quando lemos o texto em si é o intenso sofrimento do autor; tanto sofrimento físico como emocional: “Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Tem compaixão de mim, Senhor, porque sou fraco; sara-me, Senhor, porque os meus ossos estão perturbados. Também a minha alma está muito perturbada; mas tu, Senhor, até quando? Volta-te, Senhor, livra a minha alma; salva-me por tua misericórdia” (Sal 6:1-4). O fato de Davi começar o salmo com o pedido de que Deus não o repreenda, deixa claro que ele tinha consciência de que a razão do seu sofrimento eram os seus pecados. Tocado pelo Espírito Santo, ele podia ver claramente que o Senhor estava irado com o rei: “Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor”.

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As Igrejas Estavam Lotadas Antes da Praga do COVID-19

Existe muito pecado, mundanismo e rebeldia entre nós nesses últimos dias, e por isso a igreja sofre. Esta verdade é muito fácil de se confirmar, apenas observando a quase que completa falta de palavras de santificação nas nossas igrejas. Antes da chegada da praga do COVID-19, as nossas casas de oração estavam lotadas, mas não de almas arrependidas que buscavam um genuíno desapego das coisas deste mundo e uma entrega sem reserva ao Senhor (Sal 1:1-3; João 12:25; 1Jo 2:15; Rom 12:2). Estavam lotadas de pessoas procurando aplacar a consciência pesada através do evangelho sem sacrifício pessoal, e ao mesmo tempo, como bônus, se entreter com todos os tipos de atrações denominadas gospel. A grande atração das mega-igrejas em todo o mundo deveria ser a mensagem do arrependimento, da consagração ao Senhor e da preparação para o Reino, mas o que se ouvia e se via até chegar a praga era um constante foco no eu, uma constante ênfase nas emoções, e o pior, um completo pouco caso com os mandamentos de Jesus: “Aquele que tem os meus mandamentos e os obedece, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” (João 14:21). [Acesse série de estudos sobre os mandamentos de Jesus]

Temos Oferecido Fogo Estranho nas Nossas Igrejas

O rei Davi entendia corretamente que as transgressões que cometera contra Deus eram tão ofensivas à sua santidade que, a menos que o Senhor retivesse a sua fúria contra o rei rebelde, ele não sobreviveria a merecida punição: “não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Tem compaixão de mim, Senhor, porque sou fraco” (Sal 6:1-2). Como igreja temos repetidamente provocado a ira de Deus, oferecendo a Ele fogo estranho nas nossas reuniões. Assim como Nadabe e Abiú desconsideraram a seriedade das instruções de Deus e audaciosamente levaram para o santuário um incensário da sua própria imaginação (Lev 10:1-3), um grande número nas nossas igrejas, de todas as denominações, desconsideram a seriedade das palavras de Jesus e repetidamente ensinam dos púlpitos um evangelho de criação própria, insistindo, no entanto, que amam a Deus e ao seu amado Filho: “e por que me chamam de Senhor, Senhor, e não fazem o que lhes digo?” (Luc 6:46. Ver também 1Jo 2:23; 2Jo 1:9).

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O Senhor Ainda Pode Ouvir a Nossa Súplica e Aceitar a Nossa Oração.

Entre o verso 1 e o verso 7, do Salmos 6, Davi se arrependeu dos seus pecados, e para demonstrar que o seu arrependimento era genuíno, resolveu se distanciar de todo aquele e de tudo aquilo que desagradava a Deus: “Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniquidade; porque o Senhor já ouviu a voz do meu pranto. O Senhor já ouviu a minha súplica, o Senhor aceita a minha oração” (Sal 6:8-9). Logo mais adiante, no Salmos 32, Davi descreve a felicidade que ocorre quando o pecador reconhece o seu erro, endireita o seu caminho e recebe o perdão de Deus: “Confessei-te o meu pecado, e a minha iniquidade não escondi. Disse eu: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Pelo que todo aquele que teme a Deus ore a ti, enquanto se pode te achar” (Sal 32:5-6). Ainda existe esperança para nós. O Senhor ainda pode ouvir a nossa súplica e aceitar a nossa oração. Se todos nós abandonarmos as paixões da carne (Gal 5:19; 1Pe 2:11); se distanciarmos de todo aquele que pratica a iniquidade (Sal 1:1-2; 1Cor 5:11); e verdadeiramente amarmos a Deus de todo o coração, de toda a alma, e de todo o entendimento (Mat 22:37); o Senhor nos ouvirá e nos trará a cura que tanto procuramos (Exo 15:26; 2Cr 7:14; 1Cor 11:30-32; Tiago 5:15-16).

Qual é o Verdadeiro Evangelho de Jesus

O que se vê e se ouve nas nossas reuniões semanais está muito distante do evangelho de Jesus. O evangelho de Jesus é o evangelho da morte do eu, do sacrifício pessoal; da santificação, e da completa dedicação ao Pai: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra” (João 4:34). O homem que de fato segue a Jesus, não possui o menor interesse pelas coisas que há no mundo (Mat 19:27; 1Jo 2:15-17), mas sim em agradar ao seu Mestre em todo o seu viver: “Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não tem como ser meu discípulo” (Luc 14:33). O homem que de fato ama a Jesus não ama a este mundo. Na realidade ele odeia o mundo presente e não vê a hora de ir morar com o seu amado Mestre: “Quem ama a sua vida, irá perdê-la; e quem neste mundo odeia a sua vida, irá guardá-la para a vida eterna” (João 12:25).

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Próximo jejum: sexta, 3 de julho de 2020

Para Deus a Praga do Coronavírus Não Foi Acidental, Mas Proposital

Agora que ele recebeu o perdão dos seus pecados, a volta da sua saúde, o alívio das suas dores e a restauração do seu relacionamento com Deus, Davi termina o Salmos 6 profetizando o final dos seus adversários: “Serão humilhados e grandemente perturbados todos os meus inimigos; e envergonhados, rapidamente recuarão” (Sal 6:10). A inesperada chegada desta praga que assola o mundo em 2020 não foi um evento acidental, mas proposital. Existe uma clara razão e um claro propósito no fato de que Deus não poupou a igreja: o sangue do Cordeiro não foi aplicado nos batentes da porta (Exo 12:7). Se nós como igreja, assim como Davi, humildemente aceitarmos a correção de Deus, reconhecer os nossos erros, assumir os nossos pecados (Sal 51:4) e nos prontificar em uma imediata e permanente mudança na maneira que temos tratado as palavras de Jesus, o seu amado Filho, então é certo que o Pai ouvirá o nosso clamor e nos sarará e nos restaurará à comunhão com Ele: “Servi ao Senhor com temor, e alegrai nele com tremor. Beijai o Filho, para que ele não se ire, e vocês não sejam destruídos de repente; porque em breve se inflamará a sua ira” (Sal 2:11-12).”Já não temos muito tempo: “Mas naqueles dias, depois daquela tribulação, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes que estão nos céus, serão abalados. Então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória” (Mar 13:24-26). Espero te ver no céu.