🔊 (Parte 1) Série: Relacionamentos Cristãos – Influências [Com Áudio]

Estudo Bíblico - (Parte 1) Série: Relacionamentos Cristãos - Influências - Markus DaSilva

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Por Markus DaSilva, Th.D.

Começaremos esta nova série sobre os relacionamentos cristãos abordando o mais importante dos fatores relacionados ao convívio do servo de Deus com os outros seres humanos, que é a influência que cada um dos nossos contatos exerce sobre a nossa vida como um todo e mais especificamente, como somos influenciados pelas pessoas no nosso relacionamento com Deus. Obviamente, influências não é o motivo que normalmente procuramos nos relacionar com as pessoas, mas sim por coisas como companheirismo, ajuda mútua, pressão social, e no caso de casamento, também temos a necessidade de intimidade emocional e física. Mas, mesmo não sendo esta a razão de querermos nos relacionar com as pessoas, a realidade é que influência é o aspecto dos relacionamentos mais abordado na Bíblia e quase sempre no seu lado negativo.

Estudo Bíblico Nº 1 — Influências.

Não precisamos folhear muito a Palavra de Deus para acharmos exemplos de más influências, pois logo no capítulo três de Gênesis já encontramos Adão sendo influenciado por sua esposa a desobedecer a Deus, tal qual ouvimos diretamente do Senhor: “E a Adão declarou: ‘visto que destes ouvidos à voz de tua mulher… maldita é a terra por causa de ti…'” (Gn 3:17). Vemos aqui que quando a humanidade mal havia começado, um ser humano já foi influenciado por um outro ser humano a agir contrário a Deus, dando assim início a uma tendência que deverá seguir até o fim deste mundo atual.

“É pelo fato de sermos facilmente influenciados que Deus disse que o seu povo deveria ser um povo santo, separado dos demais.”

Se existe algo em comum entre nós, criaturas de Deus, é a facilidade com que somos influenciados a fazer aquilo que é contrário à voz do Senhor. O motivo que isso ocorre não é porque as pessoas são muito persuasivas, embora isso também seja verdade, mas sim porque da nossa própria natureza possuímos uma disposição para o mal. A realidade é que agir contrário a Deus é algo que não precisa de muito convencimento para o homem (Ro 3:10-11), e se isso foi verdade para Adão, que ainda não conhecia o pecado, imagina para nós, depois de seis mil anos vivendo em desobediência?

É pelo fato de sermos facilmente influenciados que Deus disse que o seu povo deveria ser um povo santo, separado dos demais, conforme podemos averiguar em várias passagens: “Não fareis segundo os costumes da terra do Egito, em que habitastes; nem fareis segundo os costumes da terra de Canaã, para a qual eu vos levo; nem andareis segundo os seus estatutos” (Lv 18:3);  “E, quanto a vós, não fareis acordo com os moradores desta terra” (Jz 2:2); “Por isso não casem vossas filhas com os filhos da nações vizinhas, e não tomeis as filhas deles para vossos filhos, nem procureis jamais a paz ou a prosperidade deles” (Esd 9:12); “Assim diz o Senhor: Não aprendais os costumes das nações” (Jr 10:2). Infelizmente, apesar de tantos avisos do Senhor, o povo de Israel se misturou com o povo da terra e acabaram sendo influenciados a agirem contra os preceitos do Senhor, conforme nos diz o salmista: “Se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras. Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um tropeço; sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios” (Sl 106:35-37).

O mandamento do Senhor de que o seu povo não deve se misturar com aqueles que não temem a Deus não mudou. Para Deus existe nitidamente uma diferença entre aqueles seres humanos que o amam e aqueles que o rejeitam. Na realidade, Deus é tão firme quanto a isso que considera o ato de nos relacionarmos amigavelmente com os ímpios como um rompimento de amizade com Ele. Isso foi o que o nosso irmão Tiago quis dizer com as palavras: “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tg 4:4). Mas falarei mais sobre o nosso relacionamento com os ímpios em um outro texto desta série.

Queridos, relacionamentos é um assunto que tenho pensado em abordar por um tempo, mas que sempre tive resistência, devido à sua natureza delicada e controversa. Creio que agora não tem escapatória e vamos finalmente lidar com esta matéria para o benefício dos servos de Deus que o Senhor tem direcionado aos nossos estudos. Mais abaixo, segue os tópicos que pensamos em cobrir. Por agora, deixe-me enfatizar o que disse até então, que é a questão das influências.

Até aqui foquei nas más influências, mas graças a Deus que também somos influenciados para o bem: “sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1Tm 4:12). Na realidade, conscientes ou não, todos nós que caminhamos com o Senhor fomos influenciados por queridos irmãos e irmãs a continuarmos firmes na fé à medida que prosseguimos rumo à nossa morada permanente (Heb 10:24-25). Ainda ontem conversava com a minha esposa sobre conhecidos nossos que apesar de terem “aprontado” muito quando mais jovens, agora estão firmes nas igrejas, para a glória de Deus. Certamente parte da razão deste retorno à casa de Deus foram as influências benéficas que tiveram no decorrer dos anos.

Concluo esta parte da série, exortando que os irmãos sejam extremamente cautelosos com todos as pessoas que cruzam o seu caminho durante o tempo que temos que passar aqui neste mundo de pecado (1Co 15:33). Cautelosos com os de fora e com os “de casa”. Também, devo lembrar que uma boa parte das pessoas que nos influenciam no caminho do pecado não o fazem intencionalmente, ou seja, estas pessoas simplesmente são o que são. Eva, tudo indica, não ofereceu a fruta ao seu marido com o intuito de causá-lo mal, mas independentemente do intuito, o fato é que a sua ação foi a causa de indescritível sofrimento para toda a humanidade. Assim também é uma boa parte dos nossos contados. Compete a nós identificar a má influência e afastar da pessoa o mais rápido possível: “Sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mt 10:16). Espero te ver no céu.

Nesta Série de Estudos Bíblicos:

  • Estudo Nº 1 — Relacionamentos Cristãos: Influências.
  • Estudo Nº 2 — Relacionamentos Cristãos: Amizade Com os Ímpios.
  • Estudo Nº 3 — Relacionamentos Cristãos: Amizade Com os Irmãos.
  • Estudo Nº 4 — Relacionamentos Cristãos: Familiares.
  • Estudo Nº 5 — Relacionamentos Cristãos: Namoro.
  • Estudo Nº 6 — Relacionamentos Cristãos: Casamento.