🔊 Apenas Duas Opções (As Palavras Imutáveis de Jesus) [Com Áudio]

Menina andando numa manha de outono com texto  APENAS DUAS OPÇÕES (AS PALAVRAS IMUTÁVEIS DE JESUS)

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Por Markus DaSilva, Th.D.

O evangelho da salvação que Jesus pregou quando esteve conosco aqui na terra é ao mesmo tempo inclusivista e exclusivista. Inclusivista porque o convite é feito a todos: “…para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Exclusivista porque este evangelho apresenta apenas duas opções para o ser humano: a que leva à felicidade eterna e a que leva à perdição eterna: “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5:29). Uma opção exclui a outra: “E irão eles [os que não creram em Jesus] para o castigo eterno, mas os justos [os que creram em Jesus] para a vida eterna: (Mt 25:46). Notemos aqui que a mesma palavra no grego para “eterno” [Gr. αἰώνιος (aiōnios)] é usada tanto para um destino como para o outro. Vemos então que as duas opções que são colocadas à frente do homem não estão ligadas às suas durações, pois ambas são eternas [αἰώνιος], mas sim ao destino: vida ou castigo. [Acesse estudos sobre a Vida Eterna e a Morte Eterna].

“A todo aquele que diz amar a Jesus, apenas uma pergunta será feita: ‘você obedeceu às minhas palavras?'”

Este conceito de duas opções, que levam a desfechos bem diferentes, permeia o evangelho de Jesus: dois caminhos, duas portas (Mt 7:13-14), duas árvores (Mt 7:18), duas casas construídas (Mt 7:24-27), duas sementes (Mt 13:24-25) … etc. Sempre duas opções apresentadas ao ser humano para que ele saiba de uma forma simples a consequência, boa ou ruim, do exercício do seu livre arbítrio.

Ao limitar a salvação do indivíduo a uma, de apenas duas opções, Jesus nos deixa bem claro que a escolha deve ser feita com extrema seriedade, sabendo que não existem variações quanto à como chegar a um dos dois possíveis destinos. Ou seja, chegamos a um local onde Deus se faz presente (a vida eterna) aceitando os ensinos de Jesus e chegamos a um local onde Deus é ausente (a morte eterna) rejeitando os ensinos de Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14:6). Observemos também o uso do singular nos três pontos que Jesus relacionou à ida até o Pai [Gr. οδος, αληθεια, ζωη (hodos, alētheia, zōē) Trd. Lit. caminho, verdade, vida] indicando não haver formas alternativas para que o homem obtenha a vida eterna.

Quando respondemos com um sim ao bater de Cristo na nossa porta (Ap 3:20), estamos escolhendo segui-lo de acordo com os termos por ele estabelecidos. Aceitamos então cada palavra que sai da sua boca como leis imutáveis, mandamentos que devem ser obedecidos ao pé da letra, regras a serem seguidas sem desvios, se é que realmente queremos nos beneficiar da vida eterna que ele nos oferece. Das duas opções existentes, aceitar as suas palavras tais quais proferidas é a única forma de quem se denomina cristão chegar ao destino onde o Pai se encontra, conforme reconheceu o nosso irmão Pedro: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6:68). Estas palavras de Jesus que levam à vida eterna foram dadas de uma forma fixa, onde o Senhor foi taxativo que tudo o que ele nos disse seguiria em validade até que tudo fosse consumado: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão” (Mt 24:35). Ou seja, é um erro com consequências eternas se alguém imaginar que com o tempo as palavras de Jesus perderiam a sua validade, ou que seriam adaptadas às mudanças culturais, ou que seriam influenciadas pelas tendências populares. Deixemos aqui bem claro que nada do que Jesus nos disse dá a intender que depois que ele voltasse para o Pai alguém seria enviado para mudar, adaptar ou cancelar as suas palavras. Não existe um segundo messias nem tampouco um terceiro testamento. A nenhum ser criado, ainda que um dos apóstolos ou anjos, foi dado o direito de mudar sequer uma letra daquilo que Jesus nos ensinou. Enquanto existir céu e terra as palavras de Jesus serão válidas tais quais saíram da sua boca: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão” (Mt 24:35). Mais claro, impossível.

Vivemos em uma época em que as pessoas estão acostumadas a buscar por soluções alternativas quando algo não lhes agrada. Se um passeio ao exterior está complicado, procuram um destino nacional; se um modelo de carro não vem na cor favorita, procuram um outro modelo; se uma igreja é muito longe, frequentam uma mais perto. Gostamos de ter escolhas, quanto mais opções, melhor. Se realmente queremos algo, mas achamos o custo muito alto, queremos sentar e discutir o que pode ser feito, queremos negociar. Quando se trata das palavras de Jesus que nos leva à vida eterna, no entanto, não existe a menor possibilidade de negociação. O Senhor não nos chama para dialogar, debater ou procurar um entendimento, mas sim para obedecer. Deus não se interessa por homens que sabem negociar, mas sim por aqueles que obedecem em total confiança.

Nestes últimos dias, têm-se a ideia de que o nosso relacionamento com Deus é baseado no equilíbrio. Muitos acham que o cristão moderno simplesmente precisa conciliar prudentemente as coisas que o mundo oferece e os requerimentos de total dedicação ao Senhor, e que se forem pessoas devidamente equilibradas, receberão a aprovação de Deus no juízo final.

Na conhecida parábola das minas (moeda da época), o servo que foi punido agiu com uma certa prudência. Ele não fugiu com o dinheiro, ele não causou prejuízo, ele apenas não cumpriu exatamente aquilo que lhe foi ordenado. Procurou se explicar, e até elogiou o rei; foi tudo em vão, sua punição foi decretada (Lc 19:11-27). Ser prudente, ter boas intenções, procurar um equilíbrio, evitar o extremo, e argumentos semelhantes para justificar as paixões da carne, serão inúteis diante do Grande Trono Branco. A todo aquele que diz amar a Jesus, apenas uma pergunta será feita: “você obedeceu às minhas palavras?” (Jo 14:15; Ap 20:11-15).

Quando Jesus nos diz que a menos que estejamos odiando a nossa vida neste mundo não teremos a vida eterna, ele não deixa a menor margem para que possamos usufruir um pouco do que o mundo oferece e também herdarmos o reino dos céus: “Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna” (Jo 12:25). Certamente que a ideia de participar das coisas do mundo com moderação é uma ideia muito agradável a todos nós, mas essas não foram as palavras de Cristo. Participar de forma moderada dos prazeres do mundo não é o mesmo que odiar a nossa vida aqui na terra. Odiar a nossa vida neste mundo de pecado é de fato odiar o pecado ao nosso redor e não desejar qualquer participação com aquilo que não vem de Deus: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2:15). [Acesse série: Não Ameis o Mundo]

Queridos, só existem duas opções, dois caminhos: o da desobediência e o da obediência; o do eu e o de Jesus. O caminho do eu, o mais escolhido, rejeita as palavras de Cristo e leva à perdição. O caminho que Jesus nos ensinou às vezes é difícil, exige sacrifícios, causa desconforto e confrontos, mas leva à vida eterna (Lc 9:23). Não existem caminhos alternativos nem obediência parcial. Não podemos obedecer somente às palavras que nos agradam e deixar de fora aquilo que não gostamos. Quem opta pela obediência parcial está na realidade tentando criar uma terceira opção. São estes os indivíduos que embora fizeram muitas coisas em nome de Jesus, ouvirão do Senhor que nunca os conheceu: “Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:23). Apenas duas opções. Apenas duas. Duas. Espero te ver no céu.