Um Mundo de Mentiras (Parte 2)

UM MUNDO DE MENTIRAS (PARTE 2) - Markus DaSilva

Por Markus DaSilva, Th.D.

Na primeira parte deste texto, contrastamos a presença de Deus com a sua ausência. Explicamos que todas as manifestações do mal, na realidade são subprodutos da ausência do bem. Ou seja, onde Deus se encontra, ali haverá luz, vida, amor e verdade. Retire Deus e como consequência teremos trevas, morte, ódio e mentira (João 1:4-5; 8:32; 14:6). Um conceito simples de entender, mas de uma profunda implicação.

Alguns, desorientados, procuram apoio dos seus líderes, que frequentemente também são prisioneiros do inimigo. 

Quando o cristão se envolve com a mentira, o engano, a farsa, a ilusão, a ficção, a fraude, a fantasia, ele comete dois sérios erros: escolhe o caminho das trevas e rejeita o Deus da luz e da verdade. Quanto mais ele se adentrar nesse mundo em que o Senhor não se faz presente, mais fraco, mais indefeso, mais confuso ele se verá. Por outro lado, à medida que ele se distancia dessas coisas o inverso ocorre (Dn 2:22). Ele sente mais da presença de Deus, e como resultado se vê mais forte, mais corajoso, mais sensível à voz do Espírito Santo. Imaginem um longo corredor, à noite, onde a única lâmpada se encontra na entrada. Não é óbvio que quanto mais fundo se for mais escuro ficará?

Como já mencionei em outros textos, já há muito tempo minha esposa e eu não nos associamos com qualquer tipo de mentira, incluindo livros de ficção, filmes, seriados, cinema, televisão… etc. Quando tomamos essa decisão, uma maior manifestação da presença de Deus na nossa vida ocorreu de imediato; algo totalmente sobrenatural. De repente começamos a ouvir com mais nitidez o Espírito Santo nos guiando; notamos o Senhor nos fortalecendo, nos encorajando e nos usando como instrumentos na sua obra. O mesmo ocorrerá com vocês (Jr 29:13; 33:3).

Reconheço que para alguns cristãos, se distanciar desses prazeres mundanos parece algo impossível. Eles admitem que Deus não se encontra nesses divertimentos – como pode alguém negar esse fato? (1Co 10:21). Mas mesmo assim se recusam a abandoná-los (João 3:19). Começam então a racionalizar a Palavra, procurando por autoafirmação. Alguns, desorientados, procuram apoio dos seus líderes, que frequentemente também são prisioneiros do inimigo. Esses guias, argumentando serem livres, são os mais enclausurados dos cativos. Deveriam ser modelos, mas são pedras de tropeço. Não são cegos; antes o fossem, assim seriam inocentes (João 9:41). Embora não admitam, a triste realidade é que ainda não amam a Jesus a ponto de abandonar esses prazeres; consideram o morrer para o mundo uma cruz demasiadamente pesada (Mt 10:38-39).

Amados, o que mais posso falar sobre isto? O que mais posso fazer para incentivá-los a se libertarem das garras do pai da mentira? Certamente lhes dou o meu exemplo, mas muito maior é o exemplo de Jesus e dos nossos irmãos, os apóstolos. Moldem a sua vida não no homem carnal, mas sim no espiritual, pois, “há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição… só pensam nas coisas terrenas. A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:17-20). Espero te ver no céu. —Markus DaSilva.