12 Verdades Que Precisamos Saber Sobre A Oração (Parte 5)

(PARTE 5) 12 Verdades Que Precisamos Saber Sobre A Oração Por Markus DaSilva, Th.D.

Por Markus DaSilva, Th.D.

É muito difícil para nós, simples mortais, entender os sentimentos do Criador. Esta é uma dificuldade teológica: como pode Deus estar sujeito àquilo que ele mesmo criou? Pode Deus realmente experimentar o que chamamos de sentimentos? Pode o Senhor de fato ter raiva, curiosidade, ciúme, tristeza, alegria ou prazer naquilo que nós, pequenas e falhas criaturas, fazemos ou deixamos de fazer? Muitos teólogos acham que não, e atribuem expressões de sentimentos divinos nas escrituras à simplificação linguística, ou antropomorfismo, como normalmente é conhecido. Como esta série é sobre a oração, não é necessário que eu me aprofunde neste assunto, mas quero apenas explorar um sentimento que tem muito a ver com oração e que parece bem claro na Palavra: Deus tem prazer no filho agradecido.

VERDADE NÚMERO 5 — Um coração agradecido.

O livro de Salmos, poderia muito bem ser chamado de “o livro de ação de graças”, devido ao grande número de versos onde os salmistas expressam em linguagem poética o quão agradecidos devemos ser a Deus. “Dai graças ao Senhor…” é o tema comum deste livro. Davi, em particular, frequentemente inseriu nos seus cânticos profundas expressões de agradecimento ao nosso Criador e mantenedor: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão inclui todas as suas criaturas. Deem-te graças todas as tuas criaturas, Senhor!” (Sl 145:9-10).

“Devemos ter em mente que Deus não só quer que reconheçamos que tudo o que temos vem dele, como também não admite que passemos para outro a sua glória.”

Uma grande arma usada pelos guerreiros de oração é manter um coração agradecido. Muito progresso ocorre quando nos aproximamos do Senhor dando-lhe glórias. Isso porque agradecimento tem a ver com crédito; tem a ver com o reconhecer de onde vem as coisas boas que recebemos, ou seja, qual é a nossa fonte. Devemos ter em mente que Deus não só quer que reconheçamos que tudo o que temos vem dele, como também não admite que passemos para outro a sua glória: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei” (Is 42:8). Sendo assim, é um grande erro atribuirmos as nossas bênçãos aos instrumentos usados por Deus e não a Deus em si. Conforme já mencionei na segunda parte desta série, independentemente do método usado, tudo de bom provêm de Deus (Sl 47:7-9).

Sem a menor dúvida, Deus se agrada de um coração agradecido. Quando caminhava com os seus discípulos na divisa da Galileia com Samaria, Jesus curou dez leprosos, mas de uma forma diferente. O Senhor ordenou que se dirigissem ao templo e que no caminho seriam curados. Podemos imaginar a mistura de alegria e temor entre eles ao sentir a terrível enfermidade saindo do corpo à medida que se aproximavam da cidade. Um deles, movido por um coração transbordando de felicidade, resolveu corajosamente voltar a Jesus para agradecê-lo. Ao encontrá-lo, o homem se lançou aos seus pés, dando-lhe graças. Note aqui algo incrível. Jesus não o repreendeu por ter voltado, nem permitiu que a lepra retornasse ao seu corpo, mas sim expressou o prazer em ver alguém agradecendo ao Pai: “Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou” (Lc 17:11-19).

Queridos, à medida que seguem caminhando nesta vida rumo à sua morada com Deus, vocês têm reconhecido de onde vem todas as coisas boas que recebem? (Tg 1:17). Vocês têm frequentemente voltado e se lançado os pés de Jesus dando-lhe glórias? Vocês têm recusado a dar crédito a qualquer ser, senão ao Senhor? Espero que sim, pois é inconcebível querermos crescer e nos tornarmos grandes homens e mulheres de fé se não desenvolvermos um coração repleto de agradecimento: “Perseverai em oração, sempre alertas, e sejam agradecidos” (Cl 4:2). Espero te ver no céu.

  1.  Deus já está respondendo.
  2.  Existe um processo em andamento.
  3.  Esperar não é o mesmo que “não fazer nada”.
  4.  Quando ignoramos a resposta.
  5.  Um coração agradecido. (Este Texto)
  6.  Um coração humilde.
  7.  Fé vem pelo ouvir.
  8.  As ferramentas.
  9.  Orando contra principados e potestades.
  10.  O poder da persistência.
  11.  A intimidade.
  12.  O grande plano.